Otto diz que foro privilegiado é uma indecência que já devia ter acabado

    "No Judiciário então, é uma maravilha. Juiz ou promotor condenados por crimes têm como pena máxima a aposentadoria compulsória"

    Frase da vez

    “O maior mal do mundo não é a pobreza dos desafortunados, mas a inconsciência dos privilegiados”

    Padre Lebret, francês do Centro de Economia e Humanismo (1897-1966).

    Foto: Rodrigo Aguiar/ bahia.ba
    Foto: Rodrigo Aguiar/ bahia.ba

     

    Abordado ontem sobre as restrições ao foro privilegiado aprovadas pelo STF o senador Otto Alencar tirou o pé fora e bateu forte.

    — Todos são iguais perante a lei, mas não são. No Judiciário então, é uma maravilha. Juiz ou promotor condenados por crimes têm como pena máxima a aposentadoria compulsória. Sai ganhando. O Brasil parece ser o único país em que quem devia pagar, recebe.

    Otto conta que na terra dele, Ruy Barbosa, houve o caso de um promotor acusado e condenado por pedofilia. A pena dele: aposentadoria compulsória:

    — É uma lei esdrúxula, extemporânea e absurda. Será que isso é justo?

    Diz Otto que o Senado já aprovou uma lei que acaba o foro privilegiado de cabo a rabo, na política e na justiça:

    — Está na Câmara, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente, não bota para votar. Sabe por que não vota? Porque se votar o processo dele com a Odebrecht na Lava Jato vai andar. Aliás, Rodrigo está caminhando para tornar-se o presidente da Câmara mais conivente e mais omisso de todos os tempos. Não vota nada, nem o foro, nem a Lei de Abuso de Autoridade.

    Ele diz que houve uma espécie de pacto, em pleno andamento. E ressalva:

    — Diga uma coisa impossível. É a justiça condenar um tucano. Vai ficar muito feio se Lula não puder ser candidato e Aécio puder.