Otto diz que Parente botou a turma da bolsa para embolsar via Petrobras

    "É um escândalo o Parentão. Antes, no Petrolão, tínhamos ladrões amadores. Agora, no Parentão, ladrões profissionais"

    Frase da vez

    “O mal da grandeza é quando ela separa a consciência do poder”

    William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês (1564-1616).

    Foto: Rodrigo Aguiar/ bahia.ba
    Foto: Rodrigo Aguiar/ bahia.ba

     

    O senador Otto Alencar (PSD) está injuriado. Ele e mais 28 colegas subscreveram um pedido para a instalação de uma CPI para investigar a gestão de Pedro Parente na presidência da Petrobras e o presidente da Casa, senador Eunício Oliveira (MDB-CE) já disse que não vai instalar.

    As razões do pedido:

    1 — Parente estava na presidência da Petrobras e também era conselheiro do Ibovespa, um dos grandes indicadores (para investidores) do mercado de ações.

    2 — Parente colocou no Conselho de Administração da Petrobras quatro executivos ligados a bolsa de valores de São Paulo.

    3 — De quebra, a mulher de Parente é conselheira do banco J. P. Morgan, ao qual a Petrobras devia R$ 2 bilhões a vencer daqui a cinco anos. Ele pagou a dívida agora.

    Parentão, a bola da vez

    Segundo Otto, instituindo uma política de vender os ativos da Petrobras como refinarias e empresas como a Fafen e deixando o preço de combustíveis ao sabor das oscilações do dólar e do preço do barril de petróleo, a estatal subiu as ações: começou a R$ 9, hoje está a mais de R$ 16. E nós, o povo, que se dane a pagar reajustes diários dos combustíveis.

    — É um escândalo o Parentão. Antes, no Petrolão, tínhamos ladrões amadores. Agora, no Parentão, ladrões profissionais. Ganharam muito dinheiro, muito mais do que a Petrobras perdeu com a Lava Jato.

    Em síntese, ele está querendo dizer que na raiz a turma do Parente traçou a política de combustíveis do país usando a bolsa para atacar nosso bolso.