Otto evita falar sobre extinção do TCM e diz que o problema é a lei

    "Seja lá qual for o tribunal que vá julgar vai dar na mesma, porque o problema está na Lei de Responsabilidade Fiscal, que tem 17 anos, e está defasada"

    Frase da vez

    “As revoluções, como os vulcões, têm os seus dias de chamas e os seus anos de fumaça”

    Victor Hugo, escritor francês (1802-1885).

     

    Foto: Alexandre Galvão/ bahia.ba
    Foto: Alexandre Galvão/ bahia.ba

     

    O senador Otto Alencar (PSD), líder de Ângelo Coronel, presidente da Assembleia, e de Eures Ribeiro, prefeito de Bom Jesus da Lapa e presidente da UPB, não quis se pronunciar sobre a polêmica da extinção do TCM, causa que os seus dois liderados acima citados abraçaram. E bate pé firme de que não há qualquer articulação política em torno da questão. E lembra que, do ponto de vista dele, o foco em relação a contas municipais é outro.

    — Seja lá qual for o tribunal que vá julgar vai dar na mesma, porque o problema está na Lei de Responsabilidade Fiscal, que tem 17 anos, e está defasada, criminalizando inocentes, o que tem feito muita gente direita se recusar a tentar ser prefeito.

    Ele diz que aprovou no Senado projeto que propõe alterações na lei, e está na Câmara aguardando entrar na pauta:

    — Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, esteve no meu gabinete. conversamos e ele se comprometeu. Não faz porque sabe que isso vai contar ponto para mim.

    Seja como for, a extinção do TCM está em pauta. E promete render. Veja as opiniões de alguns deputados estaduais.

    Joseildo Ramos (PT)

    — Acho precipitada essa discussão assim, no calor da hora. É prudente andar devagar com o andor.

    Euclides Fernandes (PDT)

    — Sou contra a extinção. Acho que deveríamos concentrar esforços para mudar a lei.

    Fábio Souto (DEM)

    — Vamos reunir a bancada para discutir. Até porque isso tem o ingrediente político no meio.

    Luciano Ribeiro (DEM)

    — O simples argumento de diminuir despesas não convence. Se é para mudar, que se mude o país todo. O TCM tem que ser discutido, mas não é por aí