Otto lembra gestão Bolsonaro e se diz esperançoso com políticas de Saúde de Lula

    Senador discursou durante evento com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, em Salvador

    Foto: Fernanda Chagas/bahia.ba

    Durante discurso no evento no qual o Executivo baiano recebeu a ministra da Saúde, Nísia Andrade, nesta sexta-feira (19), o senador Otto Alencar (PSD) lembrou dos momentos enfrentados pelo país na área de Saúde durante a pandemia do coronavírus, comparando com a situação atual, após os primeiros cinco meses do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “Vendo a volta das políticas de Saúde que são de interesse na coletividade, da comunidade é muito importante. Sobretudo, a marca que o Brasil tem há muito tempo. Essa capacidade de entender a necessidade das vacinas e da cobertura vacinal que tem deixado em silêncio epidemiológico tantas doenças que foram resolvidas pela vacina”, destacou Otto.

    “Vivemos no Senado Federal e no Brasil com a política do presidente anterior que era exatamente ao contrário daquilo que nós defendemos, nós da área de saúde. Eu sou ortopedista mas pela vida pública eu terminei me envolvendo com aquele momento duro e difícil que o Brasil atravessou. Então nós perdemos muitas vidas: 700 mil vidas foram perdidas porque a vacina só foi disponibilizada em dezembro de 2020, a do Butantã, e em janeiro de 2021, a da Pfizer”, apontou o senador ressaltando a demora da gestão de Bolsonaro na aquisição da vacina que protegia contra a Covid.

    Ele, então, lembrou do momento em que o então ministro da Saúde de Bolsonaro, o general Eduardo Pazuello, quando foi convocado durantes os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid para prestar esclarecimentos da pasta ao colegiado.

    “Em todos os momentos da minha vida pública, eu nunca imaginei, em uma Comissão Parlamentar de Inquérito perguntando ao então o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre a doença, ele foi textual e disse: ‘eu estou aqui fazendo a logística e não entendo absolutamente nada de medicina1’. Esse talvez tenha sido, esse ministério, o mais importante do período do ex-presidente da República. Mas foi o que mais se negligenciou com a saúde pública do nosso povo”, lembrou o parlamentar.

    “O presidente Lula agiu rapidamente, nós aprovamos no Senado e na Câmara a PEC da transição que disponibilizou recursos adicionais e suficientes para começar essa política de atender a necessidade do povo brasileiro na área de Saúde em todos os sentidos, na atenção básica, na área de média e alta complexidade”, concluiu Otto salientando que está esperançoso com os rumos do país no que tange às políticas de Saúde adotadas na gestão petista.