Ouvidoria do TRE-BA aponta transparência como ‘vacina’ contra desinformação em 2026

    Anna Carolina Alencar participou de evento que reuniu especialistas para debater os desafios das eleições de 2026, com foco em comunicação digital

    Foto: Divulgação

    A chefe da Ouvidoria do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Anna Carolina Alencar, destacou o combate às fake news durante sua participação Fórum de Eleições promovido pela ABRADEP (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político) no 41º Congresso Mineiro de Municípios da AMM, em Belo Horizonte. Realizado entre os dias 5 e 6 de maio, o evento reuniu especialistas para debater os desafios das eleições de 2026, com foco em comunicação digital e o uso da inteligência artificial.

    Segundo Alencar, a desinformação prospera onde falta transparência, afirmando que “quando existe um vazio de explicação, alguém ocupa esse espaço, e nem sempre com a verdade”.

    O impacto das notícias falsas foi analisado sob a ótica da neurociência. Alencar explicou que o cérebro humano é biologicamente inclinado a buscar respostas rápidas, especialmente quando movido por emoções como medo ou indignação.

    “A neurociência já demonstra que o cérebro humano tende a buscar respostas rápidas e coerentes, especialmente em situações de medo, indignação ou insegurança. Por isso, muitas vezes as pessoas sentem primeiro e verificam depois”, pontuou a ouvidora, alertando para a velocidade com que informações emocionais distorcem a percepção da realidade.

    Para fortalecer a democracia em 2026, a chefe da Ouvidoria defende que as instituições devem focar na escuta ativa e na confiança social. Ela ressaltou que “o cidadão precisa compreender como as coisas funcionam, precisa sentir que existe espaço para perguntar, participar e ser ouvido”.

    Ela reforçou, ainda, que a sustentabilidade democrática depende menos de tecnologia e mais de integridade institucional.

    “A democracia não se sustenta apenas com tecnologia ou normas. Ela se sustenta com confiança social. E confiança nasce da transparência, da informação acessível e da coragem de manter o diálogo aberto mesmo em tempos difíceis”, finalizou Anna Carolina Alencar.