Pacheco avalia que indicação de seu nome para STF seria mexer em time que está ganhando

    Presidente do Senado tem evitado a disputa e teme erro no “timing” de campanha

    Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

    Cotado para a vaga da ministra Rosa Weber do Supremo Tribunal Federal (STF), que se aposenta em outubro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tem deixado claro a aliados que acha que não é o momento de disputar uma vaga na Corte.

    Em sua avaliação, conforme o Metrópole, poderia ser indicado no futuro, depois do fim de seu mandato — as vagas seguintes devem ficar para o próximo presidente, porém, após 2026, levando em consideração que tirá-lo da função agora seria ‘mexer em time que está ganhando’. Pacheco tem trabalhado em prol dos interesses do governo no Senado, mas teria que deixar a cadeira como presidente do Congresso Nacional para assumir o posto, caso indicado pelo presidente Lula.

    O senador Davi Alcolumbre também tem trabalhado pelo nome de Pacheco porque, segundo interlocutores de ambos, deseja assumir seu lugar como presidente do Senado, o que ocorreria por meio de uma nova eleição para a Presidência da Casa. Mas o trabalho pelo nome de Pacheco tem encontrado resistência em outros governistas.