Pacheco e Alcolumbre foram fiéis da balança na aprovação de Dino ao STF, diz coluna

    Placar apertado reforça a premissa de que qualquer iniciativa do governo no Senado parte do patamar de 38 votos contrários

    Foto: Edílson Rodrigues/Agência Brasil

    Os 47 votos “sim” que confirmaram a indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF) no plenário do Senado ficaram na banda inferior das projeções do governo Lula. O vice-líder Jorge Kajuru (PSB-GO) contava 54 apoios antes da votação. O relator, Weverton Rocha (PDT-MA), sempre disse haver mais de 50 votos “firmes” a favor do conterrâneo. A informação é da coluna Radar, da revista Veja.

    O painel de votação – 47 a favor, 31 contra e duas abstenções – sedimentou a certeza de que o empenho pessoal de Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre evitou o pior. Foram muitas conversas com senadores independentes e da oposição na residência oficial e no gabinete da presidência do Senado nas últimas semanas para garantir o resultado.

    De acordo com a publicação, Pacheco, inclusive, deixou o abrigo regimental que permite ao presidente da Casa manter-se imparcial e participou da votação – com voto “sim”.

    O placar apertado reforça a premissa de que qualquer iniciativa do governo no Senado parte do patamar de 38 votos contrários. Se, no frigir dos ovos, os votos “não” forem menos, é porque houve articulação do chefe da Casa e de seu núcleo duro de aliados – sempre coordenado por Alcolumbre – para viabilizar a proposta em questão.