Padilha diz que vai defender relatório sobre MP dos ministérios ‘do jeito que está’

    Alexandre Padilha, disse nesta terça-feira (30) que o governo irá defender a versão atual da medida provisória que reestruturou os ministérios

    Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

    O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse nesta terça-feira (30) que o governo irá defender a versão atual da medida provisória que reestruturou os ministérios, editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seja aprovada “do jeito que está”.

    A MP já está em vigor e definiu a composição atual da Esplanada dos Ministérios. O relator na comissão mista, deputado Isnaldo Bulhões (MDB), fez diversas alterações no texto. Parte delas retira atribuições das ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas).

    Padilha afirmou que essa versão “não é ideal”, porém, disse que, mesmo assim, o governo defenderá a aprovação do texto com essas modificações na Câmara. A MP perde validade, na íntegra, se não for votada em definitivo até esta quinta-feira (1º).

    O desmonte dos ministérios de Meio Ambiente e Povos Indígenas gerou insatisfação e polêmica entre integrantes do governo, a ponto de o presidente Lula convocar as ministras para uma reunião no Palácio do Planalto.

    “Quero reafirmar aqui, vocês sabem qual foi a posição do governo na comissão mista. Vamos defender o relatório do jeito que ele está, a defesa do governo é a aprovação do relatório. Vamos discutir no plenário o que eventualmente possa ter sugestões. Não digo que é o relatório ideal para o governo porque o ideal é o texto original, mas não existe isso. Existe construção com a Câmara, com o Senado”, afirmou o ministro.

    O ministro finalizou com alguns elogios ao relator, e fez algumas pontuações sobre o governo.

    “Quero parabenizar o relator. Tem pontos que o governo, eventualmente, não concorda. Não acho que é o melhor, o ideal, mas vamos defender o relatório. Já fizemos isso na comissão mista. Tenho certeza da responsabilidade do Congresso de concluir esta votação”, finalizou Padilha.