Padilha tratou de propina nos governos FHC, Lula e Dilma, diz delação

    O atual chefe da Casa Civil foi, de acordo com os delatores, o encarregado de arrecadar ao menos R$ 11,5 milhões junto à Odebrecht

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    Os delatores da Odebrecht afirmaram nos depoimentos de colaboração premiada que o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, pediu, recebeu e gerenciou propinas e caixa dois durante os últimos três governos federais: Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Lula (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016).

    De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o ministro foi, conforme as delações, o encarregado de arrecadar ao menos R$ 11,5 milhões junto à empreiteira para as campanhas. Padilha é mencionado por pelo menos seis executivos, que lhe atribuem importância relevante no trato com o grupo baiano e o colocam em exposição maior em relação aos outros sete ministros de Temer, que também são alvos de investigação em razão dos depoimentos.

    O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autorizou dois inquéritos para apurar as condutas da Padilha. Ele é citado como autor de pedidos, cobranças ou recebimentos de propina vinculados a três obras: na Eclusa Lajeado, em Tocantins, na Trensurb, ferrovia no Rio Grande do Sul, e Aeroporto do Galeão, no Rio.