Pai de Vorcaro nega envolvimento com grupo investigado pela PF

    O documento foi datado de segunda-feira (21) e apresentado ao STF nesta terça-feira (22)

    Foto: Henrique Vorcaro/Facebook

    Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, negou envolvimento com o grupo chamado “A Turma”, investigado pela Polícia Federal por supostas ameaças e intimidações contra adversários do filho.

    Em carta enviada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Henrique afirmou que os contatos e pagamentos citados na investigação estavam relacionados a negócios imobiliários. O documento foi datado de segunda-feira (21) e apresentado ao STF nesta terça (22).

    A defesa afirma que Henrique ainda não foi ouvido e pediu que a carta seja anexada ao processo como forma de exercer seu direito de autodefesa.

    Henrique também contestou a interpretação da PF sobre mensagens envolvendo pessoas ligadas ao grupo.

    “Se pagavam alguém ou se usavam esse recebimento para qualquer turma ou pessoa, eu não tenho simplesmente nada a ver com isso, não conheço nem sei de turma nenhuma”, escreveu.

    Segundo a PF, “A Turma” reunia pessoas que atuavam para atacar e intimidar adversários de Daniel Vorcaro. A investigação também identificou mensagens que indicariam ameaças a jornalistas.

    Henrique e Daniel Vorcaro têm depoimentos marcados para 30 de setembro. Os dois deverão ser questionados sobre a rede de contatos investigada.

    Pedido de prisão

    Na carta, Henrique também pediu a revogação da prisão preventiva e relatou problemas de saúde. Ele afirmou ter sofrido crises de diverticulite, dores abdominais e oscilações de pressão arterial, além de fazer uso contínuo de antibióticos.

    “Minha vida corre perigo”, escreveu o investigado, que está preso desde maio.

    Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao pedido para que Henrique deixe temporariamente o presídio e realize exames com um especialista que acompanha seu tratamento.

    Segundo a PGR, a avaliação feita na unidade prisional não identificou uma situação de urgência, mas não havia impedimento para a realização dos procedimentos.