Para Bruno, peso de Lula não implica em 2024; cidade se adaptou com autonomia de últimas gestões

    O gestor frisa que tem assumido atribuições que não são de sua competência

    Foto: Carolina Papa/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), apesar de se limitar quando o assunto é política, se posiciona bem quando questionado sobre a forma em que o eleitor se colocará na disputa pela cadeira do Palácio Thomé de Souza ocupada por ele atualmente. Segundo ele, nem mesmo o peso do presidente Lula (PT), principal cabo eleitoral do grupo adversário, impactará no pleito municipal em 2024, pois o eleitor soteropolitano está acostumado com a autonomia de governar das últimas gestões, que nunca transferiram a responsabilidade para os governos estadual e federal.

    Ao contrário, ele afirma estar assumido atribuições que não são suas, a exemplo da Segurança Pública, no Centro Histórico. E, conforme Bruno aposta, será com base nesses critérios, que o voto será dado.

    “A eleição municipal é diferente, o eleitor analisa a capacidade de se manter as conquistas e, com convicção todas que alcançamos, inclusive da gestão anterior, foram mantidas, ampliadas, multiplicadas. Tivemos a capacidade de tirar novos projetos, programas, ideias do papel e fazer entregas importantes, então o eleitor vai analisar neste sentido”, frisou, durante entrega nesta segunda-feira (17), do Memorial Pavilhão 2 de Julho, no Largo da Lapinha.

    O gestor relata situações em que tem assumido atribuições que são do estado.

    “Nesses dois anos e meio nunca me viram chorando, me lamentando ou transferindo responsabilidades para nenhum outro governo [estadual ou federal]. Pelo contrário, até na questão da Segurança Pública eu tive que entrar no Centro Histórico, bem como na área do Saneamento Básico, na cobertura e reurbanização de canais que virou uma realidade nessa Prefeitura, até mesmo fazendo rede de esgotamento sanitário e sistema de abastecimento de água. Então, respeito muito o presidente, os líderes estadual, mas acho que Salvador se acostumou muito com essa autonomia e, será com base nesses critérios que o eleitor fará sua escolha, tem sido assim nos últimos anos”, concluiu.