Publicado em 15/12/2015 às 14h17.

Para Cunha, ação de hoje da PF visa encobrir impeachment

Apesar de operação da Polícia Federal, Cunha disse estar tranquilo e refutou qualquer chance de renúnca

Agência Estado

Após almoço com aliados na residência oficial da Câmara no início da tarde desta terça-feira (15), o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avaliou que a ação da Polícia Federal nesta manhã teve por objetivo desviar o foco do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“Todo dia tem a roubalheira do PT sendo fotografada e de repente fazem uma operação do PMDB. Tem alguma coisa estranha no ar”, afirmou Cunha. Apesar disso, o deputado disse estar tranquilo e que o processo de investigação é natural e não tem nada demais: “Houve 53 mandados de busca e apreensão. Entre eles, em três endereços meus. Minha residência oficial em Brasília, minha residência no Rio de Janeiro e no meu escritótio. Até aí, nenhum problema. Nada de mais, faz parte do processo investigativo”, disse.

Cunha argumentou apontando que a operação foi montada no mesmo dia da sessão do Conselho de Ética da Câmara e na véspera do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a continuidade ou não do processo de impeachment da presidente Dilma: “O que estranho é a gente estar no momento no dia que vai ter o Conselho de Ética e na véspera da decisão do processo de impeachment e de repente deflagram uma operação. A denúncia foi feita quatro meses atrás” questionou o deputado.
Rio – Comandado por um delegado da Polícia Federal e acompanhado por dois procuradores do Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro, o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa de Eduardo Cunha na Barra da Tijuca durou pouco menos de três horas e meia. Outros sete policiais federais participaram da operação.

Dois carros da PF e um do MPF chegaram ao condomínio de Cunha, Park Palace, na zona oeste do Rio, às 6h e saíram às 9h24. Policiais levaram malotes com documentos apreendidos na casa. Um homem que se identificou aos policiais como advogado da família, mas não teve o nome divulgado, chegou à residência do deputado por volta das 8h30.

Policiais federais também foram ao escritório do presidente da Câmara no Edifício De Paoli, localizado no centro da capital. Às 9h20, uma equipe deixou o prédio, levando um malote. Às 11h30, outros agentes saíram. No fim da manhã desta terça-feira, um grupo de policiais ainda permanecia no escritório.

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