Patinhas e Mônica admitem caixa dois na campanha de Dilma

    O casal de publicitários informou, em audiência com Sérgio Moro, que recebeu o total de US$ 4,5 milhões para a eleição da petista em 2010

    Foto: Reprodução/ Agência Brasil
    Foto: Reprodução/ Agência Brasil

    O publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, admitiram nesta quinta-feira (21), em audiência com o juiz Sergio Moro, que receberam dinheiro de caixa dois para a campanha eleitoral da presidente afastada Dilma Rousseff. A informação de que eles assumiriam o ilícito foi antecipada pela Folha de São Paulo em junho deste ano.

    Conforme o jornal, o total recebido pelo casal foi de U$S 4,5 milhões. Ao juiz, Mônica, responsável pelas finanças, informou que depois que os trabalhos foram encerrados, a campanha não pagou tudo o que devia. Por cerca de três anos, eles fizeram cobranças insistentes ao PT. Em 2013, foram chamados pelo então tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, que disse que enfim saldaria o débito.  Ainda conforme a publicação, Vaccari orientou Mônica a procurar Zwi Skorniki, que tinha negócios com a Petrobras.

    Ficou acertado que a dívida seria saldada em dez parcelas, em uma conta não declarada no exterior. Nove parcelas foram pagas. A última ficou pendurada.
    Santana afirmou no depoimento que sabia como o dinheiro era pago, embora Mônica fosse a responsável pelas finanças. Os dois afirmam que não sabiam que Zwi tinha contratos com a Petrobras nem que os recursos poderiam ser fruto de propina.

    No depoimento eles também nada falaram sobre Dilma Rousseff ou de qualquer outro integrante da coordenação da campanha dela em 2010. O casal de publicitários deve fazer acordo de delação premiada. O depoimento desta quinta (21) faz parte da audiência de defesa da dupla.