PEC que veta militar da ativa no governo precisa de só 4 assinaturas, diz coluna

    Texto já recebeu apoio de 164 deputados

    Foto: Marcos Corrêa/PR

    Faltam quatro assinaturas para que a Câmara dos Deputados comece a analisar uma proposta que impede militares da ativa de ocuparem cargos no governo. 164 deputados já endossaram o texto apresentado pela deputada Perpétua Almeida, do PCdoB do Acre. A informação é da coluna de Guilherme Amado, do portal Metrópoles.

    Quando alcançar 171 assinaturas, a proposta de emenda à Constituição será analisada por uma comissão da Casa e começará a tramitar. O texto prevê que militares com mais de dez anos de caserna passariam automaticamente à reserva, ao tomar posse no governo. Fardados com menos de uma década de serviços seriam afastados.

    Apresentada em 2019, a proposta ganhou tração por dois episódios no último mês. O primeiro foi no início de junho, quando o Exército livrou Eduardo Pazuello de punição, após o general da ativa dividir um palanque político com Jair Bolsonaro.

    O segundo foi na quarta-feira (7), quando as Forças Armadas divulgaram uma nota contra a CPI da Pandemia, afirmando que não aceitarão “ataque leviano”. Omar Aziz, presidente da CPI, havia criticado o “lado podre” das Forças, envolvido em irregularidades no governo Bolsonaro.