Pelegrino diz que nomeação de Moreira Franco cheira a ‘blindagem’

    Com status de ministro, peemedebista foge das garras do juiz Sérgio Moro, na Operação Lava Jato; ele é citado 34 vezes só na delação de Cláudio Melo Filho

    Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados

    O deputado federal Nelson Pelegrino (PT-BA) criticou, nesta sexta-feira, a nomeação de Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Com a medida, o peemedebista, que é investigado na Operação Lava Jato, passa a ter foro privilegiado e não pode ser julgado na 1ª instância, ou seja, foge do radar do juiz Sérgio Moro.

    No entendimento do petista baiano, a atitude do presidente Michel Temer (PMDB) se assemelha à da sua antecessora Dilma Rousseff, no episódio da indicação desastrada de Lula para a Casa Civil, que aqueceu ainda mais o clima de impeachment.

    “Aí tem duas incoerências. Quando Temer assumiu, ele se comprometeu em diminuir o número de ministérios. Agora ele vai lá e recria um ministério que já existia. Fica a suspeita de que a nomeação foi para fazer blindagem”, comparou o parlamentar, em entrevista ao bahia.ba.

    Só na delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, Moreira Franco é citado 34 vezes.