Petistas se animam com pesquisas, mas Bolsonaro era e continua favorito

    A diferença caiu, mas continua grande

    Frase da vez

    “O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre”

    Aurélio Hipona, ou Santo Agostinho, bispo de Hipona (355 d.C. – 430 d. C.)

    Foto: Reprodução/Twitter/arquivo pessoal
    Foto: Reprodução/Twitter/arquivo pessoal

     

    Os petistas chegam ao final da campanha num otimismo moderado. Ou melhor, mais dispostos a intensificar a presença nas redes sociais. Estão embalados pela pesquisa do Datafolha, que apontou um leve crescimento de Fernando Haddad. Tudo na boa regra política: nunca gritar já ganhou, muito menos já perdeu.

    A diferença caiu, mas continua grande. Comparando as três pesquisas do Datafolha no segundo turno, na primeira (58% a 42%) era 16 pontos, na segunda (59% a 41$) foi de 18 e a de ontem (56% a 54%), de 12.

    Claro que ainda é muito grande. Dos 147.306.295 eleitores do Brasil aptos a votar no primeiro turno, 117 mil foram às urnas. Computando só os votos válidos, a diferença aí vai a mais de 10 milhões de votos. É muito voto. O que quer dizer: Bolsonaro começou favorito, e hoje, a dois dias da eleição, continua favorito.

    Pela culatra

    Analistas atribuem a queda de Bolsonaro a ele próprio e ao filho. Num vídeo gravado para manifestantes na Av. Paulista, esta semana, disse: ‘Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia’, sugerindo o exílio para quem não gostar dele.

    Eduardo Bolsonaro, o filho, deputado federal do PSL de São Paulo, também em vídeo disse que para fechar o STF ‘basta um cabo e um soldado’. Claro que a campanha de Bolsonaro percebeu e decidiu mandar todo mundo calar. Acham que o risco vem da própria boca.

    Ou para falar uma linguagem mais apropriada a Bolsonaro, os tiros saíram pela culatra.