Publicado em 07/07/2026 às 09h36.

Petro rejeita resultado eleitoral na Colômbia e convoca atos contra presidente eleito

Em meio a denúncias de fraude, população fará manifestações no dia da Independência

Pevê Araújo
Foto: Reprodução/Twitter

 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou não reconhecer a vitória do presidente eleito Abelardo de la Espriella e convocou a população para fazer manifestações no próximo dia 20 de julho, quando o país comemora a independência.

Em publicação nas redes sociais, Petro voltou a questionar o resultado das eleições e reforçou o convite para mobilizações em defesa do seu governo.

“O presidente da Colômbia não reconhece a legitimidade do novo governo. Abelardo não venceu as eleições”. O presidente da Colômbia aceita, de acordo com a decisão do povo colombiano, o filósofo Iván Cepeda”, escreveu.

Iván Cepeda, apoiado por Petro, utilizou um tom mais moderado para criticar os resultados das urnas. Ele disse em entrevista que pretende adotar medidas de resistência civil na posse do novo governo.

Petro destacou que a mobilização ocorrerá em um contexto simbólico para o povo colombiano. “Convido vocês a se juntarem às forças de segurança e, após o desfile, a ouvirem meu discurso de despedida como chefe de Estado da Colômbia. Não faremos isso nos dias 6 ou 7 de agosto; essas são datas trágicas. Faremos isso no dia 20 de julho, em todas as praças públicas da Colômbia”, detalhou.

Início das manifestações

O descontentamento de Petro com a liderança de Espriella começou após os resultados do primeiro turno. O candidato da direita colombiana contrariou as principais pesquisas e apareceu na frente de Cepeda após a contagem de votos. Aliados do governo reagiram e passaram a denunciar supostas irregularidades no processo eleitoral.

Em resposta a questionamentos sobre a legitimidade da disputa, o Tribunal Superior de Bogotá destacou em relatório que houve acompanhamento amplo da apuração. De acordo com observadores internacionais, não houve irregularidades no pleito.

Apesar do entendimento oficial de que as eleições foram justas e seguem válidas, a crise política permanece na Colômbia. Questionando a legitimidade do resultado, a presença de Petro na posse de Espriella ainda é incerta, assim como a transição de gestão de acordo com o calendário institucional.

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