PF deflagra nova fase da Acrônimo e mira ministérios no governo Dilma

    Força-tarefa cumpre 20 mandados judiciais: dez buscas e dez conduções coercitivas, em Minas, Rio, São Paulo e Distrito Federal

    Foto: Marcos Bezerra / Futura Press / Estadão Conteúdo

    A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (27), a 11ª fase da Operação Acrônimo em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, e mira três ministérios do governo Dilma, entre 2011 e 2012.

    A PF cumpre 20 mandados judiciais: dez buscas e dez conduções coercitivas. Os mandados foram autorizados pelo juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.

    A operação está focada em dois inquéritos policiais que apuram eventos distintos da investigação. Um deles refere-se à cooptação e pagamento de vantagens indevidas para que empresa de publicidade elaborasse campanhas educativas do Ministério da Saúde, Ministério das Cidades e Ministério do Turismo nos anos de 2011 e 2012.

    A outra parte da apuração nesta fase mira fraude em licitação da Universidade Federal de Juiz de Fora, vencida pela gráfica de um dos investigados. “Posteriormente, o Ministério da Saúde utilizou a mesma ata fraudada”, informou a Federal.

    As ações desta quinta são um desdobramento da investigação que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O magistrado relator do caso determinou o encaminhamento de parte da apuração à Justiça Federal de primeira instância por não envolver investigados com prerrogativa de foro naquela Corte.