PF descarta decolagem de avião com cocaína da fazenda dos Maggi

    Em depoimento à corporação, o piloto disse que mentiu sobre o plano de voo à Força Aérea Brasileira (FAB)

    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

    Após analisar o GPS do avião interceptado com 653 kg de cocaína, a Polícia Federal descartou a possibilidade de a aeronave ter decolado da Fazenda Itamarati Norte, arrendada pela Amaggi, empresa da família do ministro da Agricultura Blairo Maggi, no Mato Grosso.

    O piloto Apoena Índio do Brasil Siqueira Rocha e o copiloto Fabiano Júnior da Silva Tomé estão presos na Polícia Federal, em Goiânia – eles contaram que receberiam R$ 90 mil pelo transporte da droga. Em depoimento à corporação, o piloto disse que mentiu sobre o plano de voo à Força Aérea Brasileira (FAB).

    O avião, na verdade, saiu de Cuiabá às 4h e voou até uma cidade na Bolívia, onde chegou às 6h40. Uma hora depois, decolou em direção a Jussara, em Goiás, onde foi interceptado pela FAB.

    A empresa Amaggi, responsável pela Fazenda Itamarati Norte, disse, por meio de nota, que “não tem qualquer ligação com a aeronave” e que “não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas”.