PF faz varredura no palácio do Supremo Tribunal Federal

    Inspeção foi solicitada pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, com o objetivo de verificar se há ameaças para a segurança do tribunal, como escutas e grampos

    Foto: Ricardo Stuckert/ EBC

    O Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, passou por uma varredura na noite desta segunda-feira (26). A inspeção minuciosa foi realizada pela Polícia Federal (PF), a pedido da presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia.

    O objetivo era verificar se havia ameaças para a segurança do STF, como grampos e escutas, por exemplo. Os agentes revistaram gavetas, mesas e telefones. A varredura já estava programada e foi solicitada ao diretor-geral da PF, Leandro Daiello, na semana passada.

    Realizar varreduras faz parte da rotina de segurança do tribunal, mas essa, em específico, foi solicitada por Cármen Lúcia após a revista Veja divulgar que havia supostos grampos contra o relator da Operação Lava Jato, ministro Edson Fachin.

    Conforme a reportagem, governo Michel Temer (PMDB) havia acionado a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para “bisbilhotar a vida de Fachin”. A possibilidade de grampos foi prontamente negada pelo governo, mas, ainda assim, Cármen Lúcia divulgou nota em que disse que a possível “devassa” contra o ministro era “própria de ditaduras”.

    A presidente do STF também acrescentou à época que a Corte repudia, com veemência, “espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça.”