PF investiga reunião de Torres para comprovar que operação nas estradas foi ordem de Bolsonaro

    Para os investigadores que trabalharam na operação da PF destrinchar o que aconteceu é a próxima prioridade

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    A Polícia Federal está investigando uma reunião ocorrida no gabinete do ex-minitstro da Justiça, Anderson Torres, na noite do dia 19 de outubro. De acordo com o Estadão, a PF considera essa reunião como o evento que prova que a “Operação Eleições 2022” foi uma decisão do governo de Jair Bolsonaro e não uma iniciativa isolada do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.

    Para os investigadores que trabalharam na operação da PF, desencadeada nesta quarta-feira (9), destrinchar o que aconteceu nessa reunião é a próxima prioridade para envolver não só o ex-ministro da Justiça Anderson Torres como também o ex-presidente da República na coordenação e no planejamento dos bloqueios nas estradas que visavam atrapalhar a livre circulação de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva na região Nordeste, no dia do segundo turno.

    Estiveram no encontro no Ministério da Justiça, além de Vasques e de seu diretor de inteligência, Luis Carlos Reischak, a diretora de inteligência do Ministério da Justiça, Marília Alencar, e integrantes da cúpula da própria Polícia Federal à época.

    O objetivo do ministro era fazer com que todos os órgãos subordinados ao ministério, especialmente a PF, participassem dos bloqueios. Na época, ele justificava as operações dizendo que era necessário combater a compra de votos no segundo turno.