PGR defende arquivar investigação sobre possível interferência de Bolsonaro na PF

    A procuradora afirmou que não há mais providências de investigação a serem solicitadas que possam complementar o que já foi apurado

    Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, no Supremo Tribunal Federal (STF), o arquivamento do inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal.

    “Diante da atual falta de perspectiva de obtenção de novos elementos que autorizem conclusão diversa, é forçoso reconhecer a ausência de elementos mínimos de convicção capazes de justificar o oferecimento de denúncia, estando ausente a justa causa para a deflagração de ação penal”, afirmou a vice-procuradora Lindôra Araújo.

    Em março, a Polícia Federal também tinha concluído que não houve crime na conduta do presidente e do ex-ministro Sergio Moro

    Agora, a subprocuradora também entendeu que Bolsonaro e o ex-ministro não cometeram delitos.

    “Considerando as circunstâncias que permeiam o caso, a partir da análise criteriosa do arsenal probatório carreado aos autos, não há como atribuir ao Presidente da República Jair Messias Bolsonaro e ao ex-Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública Sérgio Fernando Moro o cometimento de atos com repercussão criminal, uma vez que as condutas examinadas não se revestem de adequação típica”, escreveu.

    A procuradora afirmou que não há mais providências de investigação a serem solicitadas que possam complementar o que já foi apurado.