PGR denuncia Pimentel na Operação Acrônimo

    Governador de Minas Gerais é acusado pela Procuradoria-Geral da República de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

    Fernando Pimentel, governador de Minas Gerais. Foto: Manoel Marques/Fotospublicas

    O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), foi denunciado nesta sexta-feira (6) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O petista é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Acrônimo.

    Também foi denunciado o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, conhecido como Bené. Caso a denúncia seja aceita, Pimentel deve ser afastado de suas funções, segundo o artigo 92 da Constituição Estadual de Minas. No entanto, a mesma legislação afirma que o chefe do Executivo não pode ser responsabilizado por “ato estranho ao exercício de suas funções” e os fatos apurados em relação a Pimentel ocorreram quando ele era ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.

    O relator do caso no STJ é o ministro Herman Benjamin. Conforme a denúncia da PGR, repasses feitos a três empresas de Bené pela Caoa, concessionária da marca Hyundai, seriam desvios de um financiamento do BNDES à empresa sul-coreana. A Procuradoria suspeita que Pimentel lançou um programa de isenções fiscais, por meio de portaria, para favorecer a montadora.

    A Operação Acrônimo apura um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais com o envolvimento de gráficas e agências de comunicação. O governador de Minas é suspeito de usar os serviços de uma gráfica de Bené durante a campanha de 2014 sem declarar corretamente os valores e de ter recebido “vantagens indevidas” do empresário.