Eleição para procuradorias nos estados e no DF pode engessar a PGR

    Em tese, um novo procurador-geral até poderia anular a decisão de Elizeta e convocar novas eleições

    Foto: leobark/Secom/MPF

    A procuradora-geral interina, Elizeta Ramos, vai convocar eleições para o comando das procuradorias da República nos estados e no Distrito Federal. A eleição está marcada para a próxima semana.

    O pleito pode mudar o cenário do Ministério Público e engessar a administração do futuro procurador-geral, caso o presidente Lula decida escolher outro nome, que não Elizeta, para chefiar a Procuradoria-Geral da República (PGR), de acordo com publicação do portal IstoÉ.

    Em tese, um novo procurador-geral até poderia anular a decisão de Elizeta e convocar novas eleições. Mas a iniciativa seria fonte de enorme desgaste e exigiria força política que nenhum procurador-geral em início de mandato teria.

    Procuradores da base, sobretudo alguns que atuaram na Lava-Jato, querem definir logo a escolha dos chefes da Procuradorias nos Estados e no DF para garantir fatias importantes do poder interno, antes que o presidente Lula escolha um procurador-geral anti-lava-jatista. O Ministério Público Federal (MPF) não se posicionou sobre o assunto.