Publicado em 10/08/2026 às 10h19.

Plano de ataque ao Planalto mirava segundo turno das eleições

Monitoramento do Ministério da Justiça revelou compartilhamento de plantas do Planalto e mapas do STF

Pevê Araújo

Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou que o Palácio do Planalto e o prédio onde será realizado um debate do segundo turno das eleições de 2026 figuravam entre os alvos discutidos por um grupo suspeito de planejar atos violentos em Brasília.

A informação da polícia desencadeou a Operação Rede Interrompida, deflagrada em 4 de agosto contra oito suspeitos, com idades entre 19 e 31 anos, localizados em oito cidades dos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

As conversas foram rastreadas pelo Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo os relatórios, os investigados compartilharam a planta baixa do Palácio do Planalto, analisaram vias de acesso ao local e mantinham mapas do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e de ministérios.

Em uma das mensagens anexadas ao processo, um participante afirmava que a intenção era “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater”.

Ataque ao Planalto

A Polícia Civil identificou dois canais da rede Telegram utilizados pelos suspeitos. O primeiro reunia mais de 600 membros para discussões gerais, enquanto o segundo contava com 46 participantes de perfil considerado mais radicalizado.

Nesse espaço restrito circulavam guias para confecção de artefatos explosivos, modelos tridimensionais de edifícios da capital federal e conteúdos de teor neonazista e misógino. Segundo a corporação, o material indicava debates sobre recrutamento interestadual, treinamento tático e invasão de prédios públicos.

Grupos extremistas

O delegado responsável pelo caso afirmou que as autoridades avaliaram como concreto o risco de execução dos planos, destacando a decisão de intervir preventivamente para evitar qualquer ação em campo.

Apenas em 2026, o Ciberlab emitiu 103 relatórios de inteligência monitorando mais de 50 grupos extremistas. O caso prossegue com a perícia dos celulares e computadores apreendidos na operação.

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