Publicado em 01/07/2026 às 09h55.

Polícia Civil indicia sargento e conclui inquérito sobre arma de Bolsonaro

Pistola ligada ao ex-presidente foi encontrada em blitz no DF

Pevê Araújo
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

A Polícia Civil do Distrito Federal encerrou o inquérito sobre a pistola apreendida com o sargento Estácio Leite da Silva Filho registrada no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O relatório indica que a arma foi encontrada dentro de um carro, durante blitz. Estácio afirmou que havia levado o armamento para fazer um conserto e que pretendia devolver ao ex-presidente no dia seguinte.

Após as apurações, o sargento foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, mas Bolsonaro não teve crime apontado. Além da pistola Glock, modelo G17, o homem estava com um carregador e 30 munições. De acordo com o laudo da polícia, ficou confirmado que o armamento estava apto a efetuar disparos em série.

Em depoimento, Bolsonaro afirmou que a arma possuía registro regular. Ele disse também que os armamentos que tinha em casa foram recolhidos pela Polícia Federal em busca anterior, mas solicitou ao delegado responsável que deixasse uma das armas em sua residência por motivos de segurança.

O ex-presidente pontuou ainda que o sargento teria tirado o armamento de casa sem autorização e que só tomou conhecimento após ser informado sobre a apreensão.

De acordo com a avaliação da Polícia Civil, não houve conduta que configurasse eventual crime por parte do ex-presidente. Ainda de acordo com as investigações, não houve registro de restrição do armamento que estava em posse de Bolsonaro.

Indiciamento do segurança e pedido de Michelle

Em relação a Estácio Leite da Silva Filho, o delegado Thiago Boeing Schemes da Silva concluiu que a conduta se enquadra em crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Uma cópia do caso foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Ministério Público para adoção de medidas cabíveis.

O sargento afirmou em depoimento que trabalhou com Bolsonaro por seis anos. Ele disse que foi chamado para examinar a arma e retirou o percussor com o aval de Michelle Bolsonaro, mas recolocou a peça para resolver o problema.

Estácio disse ainda que aguardou o retorno de Michelle para entregar o armamento, no entanto, decidiu levar a arma para casa, quando foi parado na blitz.

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