‘Política de preços não é da Petrobras, é do governo’, diz senador petista

    'Quem vai dar política de preços em geral, para o Brasil, é o governo brasileiro', indicou Jean Paul Prates, cotado para assumir a estatal

    Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

    Um dos cotados para assumir a Petrobras no futuro governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Jean Paul Prates (PT) afirmou nesta quinta-feira (24) que a estatal deve alterar a sua política de preços a partir de 2023. De acordo com o petista, que integra o grupo de trabalho de Minas e Energia da equipe de transição, será o governo brasileiro quem vai definir a formação de preços, em vez do mercado. A declaração do senador ocorreu em uma coletiva de imprensa, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), após ele chegar no local para uma reunião do subgrupo Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

    “Lembrando: essa política de preços não é da Petrobras. Política de preços é do governo. Então, vamos começar a separar bem essas coisas. Petrobras vai fazer a política de preços dela, dos clientes dela, para o volume, para a qualidade de clientes, enfim, como qualquer empresa vende.[…] Quem vai dar política de preços em geral, para o Brasil, se vai ter de alguma forma algum colchão de amortecimento, conta de estabilização, preço de referência etc., sem absolutamente falar em congelamento, nenhum ato forte desse sentido interventivo, é o governo brasileiro. Então, o governo é uma coisa, a Petrobras é outra”, afirmou o senador.