‘Precisamos virar votos na Bahia’, diz Kiki sobre ato com Flávio

    Edil também criticou o que chamou de 'fake news' o bloqueio de repasses federais para o estado em caso de vitória bolsonarista

    Foto: André Souza/bahia.ba

    O líder do governo municipal na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Kiki Bispo, detalhou estratégias e preparativos do grupo político liderado por ACM Neto (União Brasil) para o comício com o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), marcada para ocorrer no próximo sábado (17) na capital baiana.

    O parlamentar ressaltou que a prioridade da campanha no estado durante este segundo turno consiste em absorver os votos das candidaturas de centro-direita do primeiro turno e buscar o eleitorado que registrou o voto casou entre ACM Neto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pleitos anteriores.

    Segundo Kiki Bispo, o crescimento das votações da oposição nos estados nordestinos sinaliza um desgaste direto das políticas da atual gestão federal na região.

    “A nossa expectativa para sábado é reunir um grande volume de apoiadores com a junção do União Brasil e de partidos aliados. Temos dois grandes desafios: o primeiro é ampliar a margem de votação de Flávio na Bahia, buscando os eleitores de candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O segundo é virar votos daquelas pessoas que votaram em Lula e em Neto. O Nordeste inteiro mostrou um recado claro de que as políticas públicas atuais não atendem ao povo.”, declarou Kiki Bispo.

    Foco na segurança pública

    Ao tratar das pautas prioritárias do palanque de oposição, o vereador destacou o combate à criminalidade como a principal bandeira de Flávio Bolsonaro. Kiki defendeu que a convergência do grupo liderado por ACM Neto com o candidato do PL representa um ato de coerência e de enfrentamento ao ciclo político mantido pelo PT no governo estadual.

    “O único candidato que defende com firmeza a segurança pública e o retorno da paz ao cidadão é Flávio. O nosso apoio ocorre por coerência e convergência natural, já que militamos na Bahia contra um sistema de governo que já dura duas décadas e apresenta falhas graves”, pontuou o parlamentar soteropolitano. “Perceba que Jerônimo não vence nas grandes cidades; o que ainda influencia o resultado no estado é o peso do apelo do partido, e não a avaliação da própria gestão”.

    Acusações de ‘fake news’

    Questionado sobre as declarações da militância governista de que uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro inviabilizaria os repasses e obras federais para o estado da Bahia, Kiki Bispo rechaçou os discursos e acusou a campanha adversária de atuar para disseminar o medo no eleitorado.

    “Isso é pura fake news. O PT tem promovido um terrorismo político sem precedentes na história da democracia brasileira, o que lamentamos profundamente”, disparou Kiki Bispo.

    “Ao invés de propagar o medo e o terror, deveriam apresentar propostas e correções para o país. Acredito que o povo baiano já está vacinado contra esse modus operandi e responderá nas urnas neste segundo turno”, concluiu.