Prefeito cita Cuba e questiona custos de transporte livre

    Prefeito apresenta cálculos sobre gratuidade aos fins de semana em Salvador e cobra apoio financeiro da União

    Bruno Reis (União Brasil) (Foto: Daniel Serrano/bahia.ba)

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante atendimento à imprensa, questionando o anúncio de promessas de infraestrutura na véspera das eleições.

    O gestor municipal ironizou a promessa de construção de uma nova ponte entre Juazeiro e Petrolina, lembrando o tempo de gestão do partido no estado e na esfera federal.

    “Teve 20 anos para fazer aqui na Bahia. Chega agora na véspera da eleição, na semana da eleição, prometer uma segunda ponte”, declarou Bruno Reis, apontando que o governo estadual não conseguiu concluir obras de duplicação em trechos baianos nem finalizar a travessia urbana em Juazeiro.

    “Eu não acredito em promessas há uma semana da eleição, a 15 dias da eleição”, completou, destacando o histórico de 20 anos de governos do PT na Bahia e 22 anos no Brasil.

    Críticas ao transporte gratuito e comparação internacional

    O prefeito também abordou as discussões sobre a gratuidade no transporte público nos fins de semana, ponderando sobre a viabilidade financeira da medida. Embora tenha afirmado ser favorável à ideia em tese, Bruno Reis apresentou cálculos aplicados à realidade de Salvador.

    Segundo o prefeito, a Prefeitura de Salvador arca atualmente com cerca de R$ 4 milhões por mês para custear a tarifa reduzida do ‘Domingo é Meia’. Ele calculou que a gratuidade apenas aos domingos custaria R$ 8 milhões mensais, montante que sobe para R$ 16 milhões por mês caso o benefício se estenda a todo o fim de semana (sábado e domingo). No acumulado, o impacto anual chegaria a R$ 192 milhões.

    Diante disso, o prefeito questionou a origem dos recursos para bancar a proposta e criticou a ausência de subsídios federais para o setor. Ao argumentar sobre o tema, Bruno Reis comparou a situação do Brasil com diferentes modelos internacionais.

    “Países comunistas, como Cuba, países de extrema direita, dão subsídio ao transporte público. O Brasil não dá e ainda vem com o discurso fácil da gratuidade da tarifa zero”, afirmou.