Publicado em 19/04/2021 às 13h40.

Prefeitos reagem contra BB fechar 361 agências

'Quando você se desloca, a tendência é fazer compras na cidade do banco, esvaziando a de origem'

Levi Vasconcelos

Prefeitos do Brasil, na Bahia pilotados por Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié e presidente da UPB, tomaram uma decisão: vão conclamar deputados e senadores dos seus estados para evitar que o Banco do Brasil execute seu projeto de fechar 361 agências no país, 26 delas em território baiano.

O consenso: é um retrocesso, e, em alguns casos, letal para a economia dos municípios e para a segurança dos usuários. Representantes da Confederação Nacional dos Municípios se reuniram com João Rabelo, vice-presidente de agronegócio do BB, para discutir o assunto.

O BB alega que o volume de negócios é cada vez mais online. O advogado Isaac Newton, consultor jurídico da UPB, que representou Zé Cocá no encontro, afirma que o leque de desserviços inclui pagamento de aposentados, servidores municipais e benefícios sociais, além de acesso a crédito agricola, todos obrigados a se deslocar.

Reversão

A promessa do BB é colocar um posto de serviço a pelo menos 3 quilômetros da cidade onde havia agência. Segundo Isaac, uma falácia:

— No mix de municípios que perderão agências o que fica mais próximo de outro com agência é no mínimo 20 km. Sem falar que, quando você se desloca, a tendência é fazer compras na cidade do banco, esvaziando a de origem, já que ninguém vai ficar carregando dinheiro por aí.

O BB já cogitou isso três anos atrás. Vai fazer agora, véspera de ano eleitoral?

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Gerencie seus cookies ou consulte nossa política.