‘Presidente aliado’, diz Bruno Reis ao defender Flávio

    Bruno Reis critica a falta de repasses federais à capital baiana e diz esperar uma relação mais próxima com o Planalto sob uma eventual gestão de Flávio

    Foto: Reprodução / Redes Sociais

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), defendeu neste domingo (25) a aliança entre seu partido e o PL na disputa presidencial. O senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições deste ano.

    Após declarar apoio a Flávio depois do primeiro turno, Bruno afirmou esperar que uma eventual vitória do senador facilite a relação entre a Prefeitura de Salvador e o governo federal, com mais recursos e espaço para a execução de projetos na capital baiana.

    O prefeito citou a experiência de sua gestão e a do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), que, segundo ele, conseguiram administrar Salvador mesmo sem alinhamento político com os governos estadual e federal.

    “Vocês sabem que tanto eu quanto ACM Neto governamos com presidentes diferentes, governamos com governadores contrários ao nosso campo político e sempre fizemos mais do que as nossas atribuições. Entregamos, tivemos condições de construir uma autonomia administrativa para caminhar com as próprias pernas”, declarou.

    Bruno Reis critica repasses do governo federal

    Durante a declaração, Bruno Reis também criticou a falta de repasses federais para Salvador. O prefeito afirmou que, ao longo dos últimos 20 anos de governos do PT na Bahia, a prefeitura não recebeu recursos que, segundo ele, deveriam ter sido transferidos, inclusive para programas como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

    “Com toda humildade e respeito, já são aí 20 anos de PT na Bahia e, nesse período, a nossa frente da prefeitura nunca repassou R$ 1 sequer para os cofres da prefeitura. Inclusive programas de transferências obrigatórias, como é o caso do Samu, eles não nos pagam, nos devem”, afirmou.

    Bruno disse ainda que Salvador está habilitada a participar dos programas federais e que pretende apresentar projetos e propostas ao próximo presidente. Segundo ele, a expectativa é estabelecer uma relação mais próxima com o governo federal caso Flávio Bolsonaro vença a eleição.

    “Com o Flávio, poder agora, sim, trabalhar com o presidente aliado para ajudar as transformações a serem ainda maiores do que as que nós já fizemos, para que nós possamos tirar ações maiores do papel do que as que nós já tiramos até aqui”, concluiu.