Presidente da CPMI diz que considera ‘ruim’ rejeição de Capelli no colegiado

    "Considero ruim para a credibilidade dos trabalhos a rejeição de requerimentos para ouvir pessoas que estão no centro dos episódios de 8/1", comentou

    Foto: Lula Marques/Agência Brasil

    O deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA), presidente da CPMI dos atos de 8 de janeiro, afirmou nesta terça-feira (13), que considera “ruim para a credibilidade dos trabalhos a rejeição de requerimentos”. A fala do parlamentar surge após a rejeição para a convocação do secretário-executivo do GSI, Ricardo Capelli, para prestar depoimento no colegiado.

    “Como presidente da CPMI sou responsável por pautar os requerimentos, mas quem decide pela aprovação ou rejeição é o Plenário. Registro que considero ruim para a credibilidade dos trabalhos a rejeição de requerimentos para ouvir pessoas que estão no centro dos episódios de 8/1”, escreveu Maia, no Twitter.

     

    Além da rejeição de Capelli, a sessão desta terça-feira (13) resultou na aprovação dos convites do ministro da Justiça e Segurança, Flávio Dino, do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, e do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres.

    Na oportunidade, a relatora Eliziane Gama defendeu que Cid e Torres sejam ouvidos nas próximas sessões a serem realizadas na semana que vem.

    “Eu acho que o Anderson Torres e o Mauro Cid são as pessoas com as quais nós temos que iniciar as oitivas aqui na CPMI”, alegou a relatora. “Eu vejo que são dois nomes que têm uma relação muito direta com os fatos que se iniciaram no pós-eleição, de 30 de outubro até 8 de janeiro”, completou.

    O depoimento de Torres e Cid, contudo, ainda depende da deliberação da mesa diretora e aprovação do presidente do colegiado. Maia, porém, se recusou a firmar compromisso com a convocação de Torres e Cid nas primeiras reuniões de oitiva de testemunhas.