Presidente do PT sai em defesa de Wagner após voto em PEC que limita STF: Eu confio

    ‘Se [Wagner] fez, tem suas razões e eu apoio. Quem sabe, daqui a um tempo, dias, semanas, meses, a gente não perceba ou enxergue a jogada que ele está fazendo?’, pontuou Éden

    Foto: PT-BA

    Presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares saiu em defesa de Jaques Wagner (PT), após o senador votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita poderes do Supremo Tribunal Federal (STF), contrariando orientação do partido.

    “Se estou aqui, se Rui Costa está onde está, se Jerônimo é governador, se o PT Bahia é o que é, devemos a ele. Então, eu confio demais”, declarou o dirigente partidário, destacando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não orientou a bancada governista sobre a votação da proposta que, depois de aprovada no Senado, será apreciada na Câmara dos Deputados.

    “Não vivo o dia a dia do Senado nem do Congresso. Mas sei que Jaques Wagner é um grande líder de Governo, alguém com reconhecida capacidade de articulação há décadas. Desde que foi deputado, ministro e agora senador. Portanto, ele tem os motivos dele para votar como votou e, como sempre, os apresentou publicamente. Não me peçam para rivalizar ou polemizar com o senador. Todos sabem da minha relação política e pessoal com Wagner”, pontuou Éden, destacando que apesar de acompanhar o entendimento do PT, que orientou contrário à PEC, não irá “render discordância pública” com o “timoneiro” do partido.

    “Se [Wagner] fez, tem suas razões e eu apoio. Quem sabe, daqui a um tempo, dias, semanas, meses, a gente não perceba ou enxergue a jogada que ele está fazendo? Sempre foi assim. Wagner pensa muito à frente do nosso tempo e nele eu confio”, argumentou o presidente do PT da Bahia.

    Apesar de ser líder do governo no Senado, ao justificar o voto durante sessão na casa legislativa, Jaques Wagner pontuou que não há por parte do Planalto uma posição sobre a matéria. Ele afirmou ainda que a tramitação do texto diminuiu ruídos ou interpretações de interferência do Senado no STF.