Presidente do PV diz ser ‘insustentável’ manter deputados que foram a favor de Brazão

    “Não tem como eles continuarem no partido, eles não têm nada a ver com a gente", afirma José Luiz Penna

    Foto: Brizza Cavalcante/ Câmara dos Deputados

    Após terem votado pela soltura do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), os deputados Jadyel Alencar (PI) e Luciano Amaral (AL) devem ter a saída do Partido Verde (PV) acelerada . Eles foram os únicos membros da Federação Brasil da Esperança, que inclui também o PT e o PCdoB, contrários à manutenção da prisão do suspeito de mandar matar a vereadora Marielle Franco (PSOL), em março de 2018.

    O presidente nacional do Partido Verde (PV), José Luiz Penna, afirmou nesta quinta-feira (11), que a permanência de Jadyel e Luciano se tornou “insustentável”, após o apoio a Brazão.

    “Não tem como eles continuarem no partido, eles não têm nada a ver com a gente. O partido não tem nada a ver com miliciano. E ainda tem o compromisso que nós temos na Federação. Nós somos base do governo. O eles estão pensando? Os caras não estão nem aqui e nem lá e fazem essas m… Mas nós não vamos ter mais essas boiadas”, afirmou Penna. Os dois deputados já estão com processo de desfiliação desde o início deste ano, quando eles pediram para deixar o PV.

    A Câmara aprovou nesta quarta-feira, 10, por 277 votos a 129, que o parlamentar continue preso. A Federação orientou voto favorável ao parecer do deputado Darci de Matos (PSD-SC), que opinou pelo encarceramento do parlamentar.

    Todos os 64 deputados do PT e os sete do PCdoB que estavam presentes na sessão seguiram a orientação. Dos seis congressistas do PV, apenas Jadyel Alencar e Luciano Amaral votaram contra o relatório e, portanto, a favor da soltura do colega.