Presidente do Republicanos, sigla de Tarcísio, acena ao governo de olho na eleição da Câmara

    Marcos Pereira tenta consolidar seu nome como uma possibilidade à reeleição de Lira, com o apoio com o apoio dos blocos contrários, mas sobretudo do presidente e do PT

    Foto: Reprodução / Facebook

    De volta ao Brasil neste final de semana, após viagem a Israel, o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), tem dentre as principais missões destravar um impasse dentro do partido: indicar um ministro no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – Lula já acena essa confirmação para esta terça-feira (15) -, sem perder seu principal quadro no país, o governador Tarcísio de Freitas, afilhado político de Jair Bolsonaro (PL) e opositor do petista.

    Já é dado como certo em Brasília que o deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) se tornará ministro do Esporte da gestão petista.

    Mas, a adesão do partido que integrou a coligação de Bolsonaro na eleição de 2022 irritou a base bolsonarista, que, conforme o Metrópoles, tem pressionado seus filiados ao partido a criticarem a negociação feita por Marcos Pereira publicamente.

    Na última quarta-feira (9), por exemplo, Tarcísio cogitou, pela primeira vez, deixar o Republicanos, partido pelo qual foi eleito governador em 2022. Questionado se a adesão poderia fazê-lo deixar o Republicanos, o governador respondeu: “Isso é uma coisa que vou avaliar com o partido”, mas nção negou ser contrário que a sigla adentrasse aos hostes do governo Lula.

    Marcos Pereira, por sua vez, não quer abrir de nenhuma das duas frentes. Embora tenha pouquíssimo espaço no governo de São Paulo, Tarcísio é um ativo político importante para o Republicanos nas negociações de Brasília. E a principal delas está justamente relacionada ao polêmico aceno do partido ao governo Lula, com a indicação de um ministro.

    Aliados do presidente do Republicanos, conforme o portal, afirmam que a articulação de Marcos Pereira tem como norte a sucessão do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-PI). Com o aceno a Lula agora, Pereira espera atrair o apoio do PT na disputa pela presidência da Casa em 2025, quando Lira não poderá mais se reeleger.

    Para tentar minimizar o desgaste com a manobra dentro do Republicanos, especialmente entre os bolsonaristas, Pereira tem dito que a entrada do deputado Silvio Costa Filho na Esplanada dos Ministérios é uma ação pessoal de um parlamentar que já apoiava o PT e que irá se licenciar do partido enquanto for ministro de Lula.

    Nos bastidores, contudo, Pereira sinalizou que o governo Lula poderá contar com os votos em peso da bancada do Republicanos na Casa, formada por 41 deputados. Uma mostra disso já ocorreu na votação da reforma tributária, cujo apoio foi defendido até por Tarcísio de Freitas. Na ocasião, Marcos Pereira saiu em defesa do governador após ele ser duramente atacado por seus aliados bolsonaristas.

    Marcos Pereira tenta consolidar seu nome como uma possibilidade à reeleição de Lira, com o apoio com o apoio dos blocos contrários, mas sobretudo do presidente e do PT.