Prisão do vereador em Feira é incomum por ser em defesa de mulher, diz Lúcio

    Presidente de honra do partido de Ron do Povo, Lúcio Vieira Lima conversou com o bahia.ba

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    Após a prisão do vereador de Feira de Santana, Ron do Povo (MDB), nesta quarta-feira (27), o presidente de honra do seu partido, Lúcio Vieira Lima, disse ao bahia.ba que sua posição como cidadão é que excessos devem ser investigados, mas destaca que o episódio, aparentemente, foge da regra do que geralmente acontece com pessoas presas por usarem arma de fogo.

    “Essa história de dar tiro provoca excessos, o que é lamentável. Agora, se a razão foi o fato de ele ver realmente uma mulher sendo agredida, que não fosse através de tiro para cima. Falta muito. Vemos uma onda de feminicídio em que as pessoas ouvem, as pessoas sabem [de abusos contra a mulher] e não denunciam”, afirma Lúcio.

    O presidente de honra do MDB diz que tem ciência do caso através dos veículos de comunicação e alega que é preciso aguardar a investigação policial. “Então, a polícia tem que ver se houve uso desproporcional da força, no sentido de usar uma arma. Se caberá punição por não ter porte de arma e se sofrerá as sanções”, conclui.

    “A questão do uso da arma de fogo é lamentável porque a gente vê casos de bala perdida, tiros disparados erradamente, o que leva para os excessos”, conclui.