Professora Delliana diz prioridades caso seja eleita senadora

    Candidata defende valorização de profissionais, reforço da inteligência policial e ampliação da prevenção na saúde

    Foto: Divulgação/Bruno Hierro

    A candidata ao Senado Professora Delliana Rocelli (PSOL) destacou as prioridades para as áreas de segurança pública, educação e saúde em entrevista ao bahia.ba.

    Entre as principais ideias defendidas pela candidata estão o fortalecimento da inteligência policial, a valorização dos profissionais da educação e a ampliação das políticas de prevenção na saúde.

    Segurança Pública

    Delliana criticou ações concentradas em operações policiais em regiões periféricas, o encarceramento e defendeu uma atuação mais estruturada das forças de segurança. “A segurança pública não é apenas encarceramento, não é apenas essas batidas policiais com efeitos colaterais de não sei quantas pessoas mortas”, disse a candidata. Delliana ainda afirmou que defende um marco regulatório da internet voltado à proteção de jovens.

    Para ela, o enfrentamento à criminalidade também precisa envolver políticas voltadas à juventude e à educação, além de um maior investimento na estrutura de investigação e na formação dos agentes. “Entender que que precisa ter investimento na inteligência. Entender que a segurança pública não está desassociada de um processo de educação, de valorização da juventude, de um processo de escolas com formação técnica que garanta que esse jovem tenha uma vida menos ociosa, e, por isso, não seja cooptado pelo tráfico. Não é apenas segurança pública isolada”, destacou.

    Educação

    A candidata coloca a valorização dos professores entre as prioridades e defende melhores condições de trabalho, remuneração e realização de concursos públicos. “É necessário que a gente faça uma valorização do professor. O professor que está em sala de aula, o professor que, muitas vezes, todo ano precisa brigar para que consiga receber o mínimo, que é o piso salarial”, disse.

    A professora afirmou que a escala 6×1 também atinge os professores, que tiveram um aumento na carga mas que não receberam o proporcional para isso, segundo a candidata. “Entender que o professor também é vítima da escala seis por um. Quando a gente teve o aumento de 180 para 200 dias letivos, a quantidade de sábados letivos aumentaram”, afirmou.

    Delliana criticou a “aprovação automática” de estudantes da rede pública

    Delliana também se posiciona contra a aprovação automática de estudantes sem que eles tenham adquirido os conhecimentos necessários para avançar de etapa e classificou como “roubar” o futuro desses jovens. 

    “Isso a gente rouba futuro, a gente tira do jovem a possibilidade dele conseguir uma vida melhor, dele conseguir ser inserido no mercado de trabalho, fazer uma faculdade”, disse. A candidata defende ainda a ampliação de cursos profissionalizantes e a inclusão de outros conteúdos na formação dos estudantes, além de medidas para manter os jovens em ambientes escolares seguros.

    Saúde Pública

    A proposta apresentada por Delliana prioriza a prevenção e o fortalecimento da atenção básica, que segundo ela a saúde pública, a população, precisa mais que a construção de hospitais. “A gente precisa investir mais na saúde preventiva, né? Isso aí vai ser pelo fortalecimento das unidades básicas de saúde, ampliação das equipes multidisciplinares que atuam nesses lugares, a gente precisa que tenha psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas”, defendeu.

    Ela também aponta a necessidade de enfrentar as filas de regulação e ampliar o número de profissionais disponíveis na rede pública. Delliana criticou ainda a entrega da administração de hospitais públicos à iniciativa privada e defende a realização de concursos para profissionais da saúde.

    “Não basta a construção de hospitais, o custo da construção do hospital é caro, tanto na estrutura quanto de equipamento, e a gente precisa mesmo de concurso para profissionais de saúde, porque o governo do estado da Bahia fez grandes hospitais e entregaram todos eles na mão da iniciativa privada, terceiros ou serviços”, criticou. Ao resumir a proposta para o setor, Delliana afirma: “É pensar saúde além da doença, é pensar na saúde, mas pensar no ser humano”, concluiu.