Projeto que limita ICMS é ‘cortina de fumaça’, avalia líder da oposição na CMS

    Segundo Augusto Vasconcelos, seria mais "coerente" que o governo federal revisse a política de paridade internacional

    Foto: Cassio Santana/bahia.ba

    Assim como o governador Rui Costa (PT) e o pré-candidato ao governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), o líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, o vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), criticou a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/21, que limita em até 17% a alíquota do ICMS sobre combustíveis.

    Em contato com o bahia.ba, na manhã desta quarta-feira (15), Augusto afirmou que a proposta é uma “grande cortina de fumaça” do governo de Jair Bolsonaro (PL) para acalmar os ânimos acerca do alto valor dos combustíveis no país.

    “O governo federal, há alguns anos atrás, reduziu o PIS/COFINS e a CIDE, e não houve a redução dos preços dos combustíveis na bomba. No fundo, a grande questão é a política de paridade internacional com o preço do petróleo. Bolsonaro tenta criar uma cortina de fumaça, que não resolve o problema e aprofunda a crise porque os estados reduzem sua arrecadação impactando na educação, saúde, segurança e em várias outras políticas públicas”, avaliou o vereador.

    Segundo Augusto, seria mais “coerente” que o governo revisse a política de paridade internacional. “O Brasil, a partir da descoberta do pré-sal, é um país autosuficiente na extração do petróleo. Enquanto isso, o governo federal privatiza as nossas refinarias, fazendo com que tenhamos que importar derivados em dólar, impactando no preço para o consumidor”, acrescentou.