Prometida por Lula, Autoridade Climática não deve sair do papel a curto prazo, diz colunista

    Durante sua posse em janeiro, ministra Marina Silva anunciou que formalizaria o órgão até março

    Foto: Ricardo Struckert

    Promessa do presidente Lula a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a criação da Autoridade Nacional de Segurança Climática emperrou. Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, não há qualquer indício de que a ideia sairá do papel. Pelo menos não a curto prazo.

    Durante sua posse em janeiro, Marina anunciou que formalizaria o órgão até março. Quase nove meses se passaram daquele prazo e até agora nada. Ainda de acordo com a publicação, o tema não é uma das prioridades do governo, ainda mais pela necessidade de aprovação do Congresso, possivelmente via medida provisória. Uma minuta chegou a ser submetida à Casa Civil em abril. Mas não houve avanço.

    A tendência, segundo quem acompanha de perto a questão, é que a Secretaria de Mudança do Clima do MMA seja reforçada. Ou seja, criar lá mesmo estruturas que aumentem o poder de diálogo com os demais órgãos do governo.

    As chances de criação da Autoridade Climática são praticamente nulas em 2023, que deve ser o ano mais quente em 125 anos, conforme cientistas do observatório europeu Copernicus anunciaram dias atrás.