Propaganda na internet lidera denúncias eleitorais no 2º turno no TSE

    Órgão contabilizou quase 2 mil registros e São Paulo lidera o ranking de queixas

    Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou um total de 1.949 denúncias de propaganda eleitoral irregular voltadas exclusivamente para o segundo turno da eleição presidencial. Com a votação marcada para o dia 25 de outubro entre os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dados estatísticos revelam quais práticas e cargos têm concentrado o maior volume de notificações.

    Entre os cargos e entidades mais denunciados, a categoria de partidos, coligações e federações lidera com 1.229 queixas, seguida pelas disputas para presidente, que somam 662 denúncias. Na sequência aparecem as ocorrências direcionadas a governador, totalizando 58 registros.

    Grande parte dos governos estaduais já foi definida no primeiro turno, restando apenas algumas disputas em andamento.

    A guerra digital

    No recorte por tipo de infração, a propaganda irregular na internet lidera isoladamente o ranking geral das reclamações, somando 551 registros. O volume de notificações no ambiente virtual reflete o sintoma de uma época em que as redes sociais se tornaram o principal campo de batalha político.

    Nesse cenário, o uso estratégico das plataformas digitais se consolidou como eixo central da disputa. Enquanto a campanha de Lula aposta no aprimoramento da presença e da mobilização na internet para virar votos, o campo da direita, representado por Flávio Bolsonaro, historicamente domina com mais naturalidade a dinâmica das redes.

    O estado de São Paulo concentra o maior número de notificações do período, com 262 denúncias computadas pelo TSE. Em contrapartida, na Bahia, onde a eleição para o governo estadual foi resolvida ainda no primeiro turno, o ritmo de notificações desacelerou, registrando 160 denúncias voltadas para este segundo turno.

    A campanha segue ativa em todo o país até o dia 25 de outubro, data em que o eleitorado retorna às urnas.