Proteste comprova fraude em azeites comercializados no país

    Das 20 marcas testadas, oito foram reprovadas, por adulteração do produto ou por classificação diferente da indicada no rótulo

    Foto: Reprodução/Fotos Públicas

    azeite-aolivia-fraude

     

    Parece que o Brasil é mesmo o paraíso da fraude. Tudo nos leva a desconfiar não apenas dos nossos políticos, mas até mesmo dos alimentos que ingerimos. Prova disso é o resultado do teste de qualidade realizado pela Proteste em 20 marcas de azeite extravirgem comercializadas no país. A conclusão da análise indica que o consumidor brasileiro está comprando “gato por lebre”.

    Oito das marcas testadas foram reprovadas – por fraude contra o consumidor ou classificação diferente da indicada no rótulo. Dos 20 produtos testados, quatro foram eliminados e outros quatro não recomendados para compra. A Proteste pediu a retirada dos produtos do mercado.

    O teste apontou adulteração do azeite das marcas Figueira da Foz, Tradição, Quinta d`Aldeia (reincidentes) e Pramesa por adição de outros óleos vegetais, o que não é permitido por lei. No caso das marcas Qualitá, Beirão, Carrefour Discount e Filippo Berio ficou comprovado que, embora tragam a palavra extravirgem na embalagem, são apenas virgens.

    Resumo, o consumidor é ludibriado por tudo que é lado. Paga mais caro por um azeite extravirgem e leva até mistura de óleos que pode, inclusive, lhe fazer mal.