PSDB recua de críticas e passa a defender urna eletrônica

    Em 2015, tucanos apontavam possíveis vulnerabilidade do sistema de votação; agora vêem evolução após pressão da legenda

    Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Crítico feroz das urnas eletrônicas em 2015, o PSDB mudou de posição em menos de seis anos. Agora em 2021, o partido que questinou no Tribunal Superior Eleitoral o resultado das urnas em 2014, os tucanos reforçam coro na defesa do sistema eleitoral brasileiro. Argumentam que o processo foi melhorado após a pressão do partido. “Mudou da água para o vinho”, comentou o deputado federal Carlos Sampaio (SP), em declaração à Folha de S. Paulo.

    Seis anos atrás, os tucanos encomendaram uma auditoria no sistema que apontou 54 falhas. A queixa era direcionada a 2014, quando a sigla perdeu o segundo turno da eleição presidencial com o hoje deputado federal Aécio Neves (MG). O pleito foi vencido pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

    “Independentemente de qualquer manipulação de dados, o sistema eletrônico de votação, por suas próprias características técnicas, é obscurantista, pois aos leigos é impossível compreender como se dá o processo eletrônico de votação, o que enseja inúmeras especulações”, concluiu a auditoria tucana. Entre os itens criticados pelo partido estavam a criptografia e a assinatura digital, combate a eleitores fantasmas e até o rompimento de lacres do equipamento.

    No cenário atual, Carlos Sampaio elenca como melhorias o fato de o TSE ter dado acesso às urnas a departamentos de tecnologia de universidades, à Sociedade Brasileira de Computação e mesmo a hackers convidados para tentar encontrar vulnerabilidades. Ainda segundo o parlamentar peessedebista, a resolução 23.458 do TSE, de 15 de dezembro de 2015, tornou mais transparente e seguro o sistema de votação eletrônico.