PT anuncia nomes que vão compor bancada da CPI do MST no Congresso; Gleisi é uma das anunciadas

    Na Bahia, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) também solicitou a abertura da CPI, contudo, a matéria segue em impasse

    Foto: Divulgação/MST

    O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou, nesta quarta-feira (17), os nomes escolhidos para compor a bancada da Comissão Parlamentar de Inquérito do Movimento Sem-Terra (MST). Em entrevista o líder do PT na Câmara dos Deputados, Zeca Dirceu (PR) revelou que os selecionados foram: Padre João (MG), Nilto Tatto (SP), Valmir Assunção, Paulão (AL), Gleisi Hoffmann (PR), João Galileu, Dionilso Marcon (RS) e Camila Jara (MS). As informações são do jornal O Globo.

    Para o líder petista, o seu grupo político vai ao debate intencionar a desassociação da imagem do MST à atos ilícitos e desrespeitos ao direito à propriedade privada. “Infelizmente a oposição tenta manchar o nome do MST e da sua luta pela reforma agrária e da luta pela terra. Nosso trabalho será transformar esta CPI equivocada em uma CPI da verdade, que acabe com esta perseguição. Nem o MST, nem a nossa bancada discorda do direito à propriedade privada. Mas, a verdade precisa ser mostrada”, disse.

    Na Bahia, o assunto está em impasse. Isso porque o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) solicitou a abertura do colegiado, contudo, a Procuradoria da Assembleia Legislativa (Alba), através do procurador Graciliano Bonfim entende que a matéria só pode ser debatida em âmbito nacional. Insatisfeito com a decisão, o parlamentar bolsonarista recorreu à Justiça que deu um aval favorável para implementação do colegiado.

    Já o presidente da Casa Legislativa, o deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), não corrobora com a determinação da Justiça e já anunciou que vai contrapor a medida. Para Menezes, a CPI  não terá impactos à sociedade e nem resulta em consequências aos investigados. “Se você for buscar há 10, 20 anos, em todas as CPIs tanto no Brasil como aqui na Bahia ou em outros estados, você vai vê que as consequências são nenhumas. Ninguém foi preso”, afirmou ao bahia.ba, no último dia 27 de abril.

    O oposicionista ao governo baiano pretende criar uma subcomissão para avaliar a matéria.