PT diverge sobre estratégia para o dia do julgamento de Lula

    O comando do partido em São Paulo discordou da tática desenhada pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann

    Foto: Clara Rellstab/bahia.ba

    A cúpula do PT não conseguiu chegar em um entendimento sobre a melhor estratégia para acompanhamento do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre.

    Em reunião nesta segunda-feira (8), o comando do partido em São Paulo discordou da tática desenhada pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, questionando inclusive a possibilidade de Lula ficar em São Bernardo no dia 24 de janeiro, data do julgamento.

    Segundo a Folha de S. Paulo, pela orientação de Gleisi, os militantes e dirigentes petistas, bem como os da Frente Brasil Popular, devem se concentrar em seus Estados de origem.

    Mas, por maioria, a Executiva estadual do PT definiu como estratégica a organização de uma comitiva com 40 ônibus para o Rio Grande de Sul. Em outra reunião, centrais sindicais decidiram organizar uma caravana também de 40 ônibus. Militantes menos otimistas acreditam que 60 ônibus partirão do Estado de São Paulo.