PT admite que UB possui ‘merecimento’ em cargos do 2º escalão de Lula, como Codesvasf

    O presidente do UB, Luciano Bivar, foi procurado e utiliza o discurso de só falar após as eleições para as presidências da Câmara e do Senado

    Foto: Divulgação/Codevasf

    Petistas baianos já admitem que em troca do apoio ao governo Luiz Inácio Lula da Silva, em especial por ter aprovado a Medida Provisória que mantém o benefício de R$ 600 do Auxílio Brasil (MP 1.155/2023), texto que ainda traz um acréscimo para o Programa Auxílio Gás, no valor de metade do botijão, os integrantes do União Brasil (UB) na Bahia não devem ficar de fora da fatura do segundo escalão que envolve, por exemplo, a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do Banco do Nordeste (BNB) e do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgãos com orçamentos robustos. Essas seriam as principais instituições cobradas pelo Centrão, e, em especial pelo líder do UB na Câmara, deputado estadual Elmar Nascimento, conforme fontes do Congresso.

    “É o natural. O Centrão apoiou o PT, ainda mais se levando em consideração que Nascimento está ligado a Lira [Arthur – presidente da Câmara Federal] e, consequentemente, a conta sairá. Claro, que vai ter disputa, esse é o jogo. Pode não sair todos os cargos. Mas, como se diz na velha e boa política, pedimos quatro para ganharmos dois ou até um cargo, mas o importante nesse momento é não desarmonizar, em especial após o 08 de janeiro quando os Três Poderes foram golpeados e, cautela e caldo de galinha nunca fez mal a ninguém”, pontuou uma fonte petista ao bahia.ba.

    Ele reforça, inclusive, que Elmar Nascimento tende a ficar com a Codevasf com porteira fechada e não está descartado outro órgão. Mas, não nega que o que PT também não aceitará sair de “mãos vazias”. Outros partidos miram espaços para dividir a conta, mas outras acomodações também não faltarão. É o que se comenta.

    A ordem no Planalto, porém, é segurar nomeações até as eleições para as presidências da Câmara e do Senado, marcadas para 1.º de fevereiro. O governo quer começar a destravar os pedidos depois, de acordo com o comportamento dos partidos nas votações. O presidente do UB, Luciano Bivar, foi procurado e segue esse mesmo discurso.