PV se divide e já cogita não aceitar espaços no governo

    Toda e qualquer proposta que chegar aos verdes, a partir de agora caberá ao conjunto do partido definir; a Egba é a última opção de negociação

    Foto: Egba/ Divulgação

    Após diversas possibilidades indicadas como pretensas opções e todas as portas fechadas pelo governo do estado, o Partido Verde (PV), que integra a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), dividido, já cogita não aceitar espaços na gestão. Neste momento, a negociação se resume apenas ao comando da Empresa Gráfica da Bahia (Egba), cargo do segundo escalão ou diretorias do terceiro.

    De acordo com o presidente estadual da legenda, Ivanilson Gomes, toda e qualquer proposta que chegar aos verdes, a partir de agora caberá ao conjunto do partido definir e não mais a ele, enquanto presidente.

    “Existem uns que defendem não mais participar do governo e agir de forma mais independente, enquanto outros que a gente ocupe cargos, mas negocie apoio políticos aos candidatos a prefeituras do interior. Então, quando tivermos uma proposta concreta iremos nos sentar à mesa”, condicionou, sem reiterar a insatifação dos verdes pelo tratamento, que segundo ele, foi dispensado ao partido.

    “Temos uma história, mas esse tratamento não foi dado nem mesmo aos adversários, que na campanha apoiaram ACM Neto (UB) e, ao contrário de nós, já estão participando da gestão”, frisou, em referência ao PP. Segundo ele, a expectativa é que no retorno do governador Jerônimo Rodrigues (PT) da China o impasse seja sanado.

    Sobre a suposta insistência do PV por indicar o ex-ministro do Meio Ambiente e ex-deputado-federal nas hostes governistas, conforme publicado pelo bahia.ba, Gomes admitiu que o nome dele foi ventilado para a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), mas ele, que está na iniciativa privada, rejeitou a possibilidade de retornar a vida pública. Para o presidente estadual, essa foi mais uma tentativa de ‘camuflar’ a recusa ao PV, que ele reitera não entender.

    O partido inicialmente nutria a expectativa pelos comandos da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e pela chefia do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), mas foi preterido e como prêmio de consolação estava na lista a CBPM, que também lhe foi rifada.