‘Que possa sair do papel’, diz Bruno após reportagem do JN sobre atraso do VLT

    Modal, que não foi adiante, tem custo estimado em R$ 1,5 bilhão em valores atualizados; governo Jerônimo contesta informação a respeito de 'desperdício' de dinheiro

    Foto: Fernanda Chagas/bahia.ba

    O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou nesta segunda-feira (1º) ter expectativa que as obras do VLT possam sair do papel o quanto antes para atender à população do subúrbio ferroviário. Ele voltou a falar sobre o assunto dois dias após o Jornal Nacional (TV Globo) veicular que a construção do modal já se arrasta há três anos. Segundo a reportagem, o projeto, que não foi adiante, foi orçado em R$ 1,5 bilhão em valores atualizados.

    “O que o prefeito quer é que as obras possam acontecer. Que os projetos possam sair do papel. Já são três anos que a população do subúrbio deixou de contar com os trens. O meu desejo é que ela [a obra] possa começar o quanto antes. Assim que derem entrada nos projetos, a prefeitura, por parte da nossa gestão, terá o compromisso de forma célere, caráter de urgência urgentíssima, realizar a provação”, declarou o prefeito.

    O VLT foi anunciado para substituir os antigos trens, cujo serviço já foi pelo governo federal. Em 2005, a gestão foi repassada à prefeitura e, em 2013, ao Executivo estadual.

    “Eu sei as dificuldades que as pessoas enfrentam hoje no transporte público em todas as grandes cidades do Brasil. Aqui, em Salvador, não é diferente.  Que o VLT possa efetivamente sair do papel para ajudar a gente a enfrentar esse que é o grande desafio das grandes cidades: oferecer um transporte público de qualidade e com celeridade para que as pessoas possam se deslocar”, disse Bruno Reis.

    Depois da exibição da reportagem no JN, a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) divulgou nota em que disse ser falsa a informação dada na chamada do jornalístico, de que a obra “se arrasta há 11 anos”. A emissora corrigiu a versão em texto da matéria publicada em seu site.

    Também disse que um dos apresentadores errou ao dizer que houve desperdício de dinheiro público. “Todo o valor investido até aqui foi empregado em anteprojetos e canteiro, que serão reaproveitados no novo projeto proposto pelo estado”, justificou o governo baiano na nota.