Ramagem é interrogado por videoconferência no STF e nega crimes

    Ele negou também ter usado ou autorizado o sistema de geolocalização First Mile para monitorar autoridades

    Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    O ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ), foragido nos Estados Unidos desde o ano passado, prestou depoimento por videoconferência no STF nesta quinta-feira (5), após a retomada de uma ação penal contra ele.

    Durante cerca de 50 minutos de audiência, conduzida pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, Ramagem negou os crimes, classificou a ação como “uma farsa” e criticou o STF:

    “O sistema que está aí não é nossa responsabilidade. Não defendemos esse modelo de produção de riqueza. O STF é um juízo incompetente, não respeita o sistema acusatório, as leis, a Constituição e age com abuso de autoridade e abuso de poder, desvio e excesso de poder flagrantes”.

    Ele negou também ter usado ou autorizado o sistema de geolocalização First Mile para monitorar autoridades e disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro nunca pediu qualquer ação nesse sentido:

    “Eu não tenho vinculação a reunião alguma, a ato algum, a produção de minuta alguma, de planejamento algum, não participei de nenhum ato nesse sentido”.

    Ramagem afirmou que estava investigando possíveis usos privados do sistema pelos servidores e utilizou o direito ao silêncio para perguntas fora dos crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, praticados em 8 de janeiro de 2023.

    “Tomei posse como deputado federal em fevereiro de 2023. Como que eu vou atentar contra o Congresso Nacional com dano e deterioração na Casa que eu com tanto esforço trabalhei para ser eleito? É uma completa incoerência”.