Reação de Otto contra ministro da CGU volta a chamar atenção da imprensa nacional

    Otto Alencar voltou a ser destaque na CPI da Covid

    Foto: Divulgação / Senado Federal

    A reação do senador Otto Alencar (PSD) durante depoimento, nesta terça-feira (21), do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, voltou a chamar a atenção da imprensa nacional.

    Após chamar a senadora Simone Tebet (MDB) de “descontrolada”, o ministro foi alvo dos senadores que o acusaram de agir de forma machista. Durante as discussões, Otto não poupou críticas e chamou o controlador de “moleque” “descarado”, “pau mandado” e “menino de recado”.

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    Em entrevistas nas principais emissoras de TV do país, o senador baiano, que já teve destaque na CPI da Covid ao confrontar a médica Nise Yamaguchi durante depoimento, fez duras críticas a Wagner Rosário.

    “Não pode um ministro de um órgão tão importante como é a CGU, que já teve o ex-governador Waldir Pires e Jorge Hage como titulares, fazer uma coisa dessa natureza, com ironia, brincadeira, querendo desqualificar as perguntas dos senadores”, condenou.

    Otto também condenou a atitude considerada machista do ministro. “Fui até ele e disse que ele errou muito e, em dedo em riste disse: ‘respeite a senadora do Senado Federal. Você não pode vir para aqui para querer desqualificar uma senadora. Você entendeu perfeitamente o que ela disse, quando mostrou, do ponto de vista técnico, que a sua posição foi engavetar e fazer o jogo do governo, só que você não é advogado do governo”, disse o senador.

    Foto: Divulgação / Senado
    Foto: Divulgação / Senado

     

    Wagner Rosário recebeu críticas dos membros da CPI por suposta omissão no caso da compra da vacina Covaxin. No depoimento, o ministro defendeu sua atuação pessoal e do órgão de controle interno do governo federal. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), chegou a afirmar que o ministro prevaricou ao não mandar investigar suspeitas sobre o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, mesmo a CGU em posse de evidências colhidas em operações contra corrupção.

    Após o episódio na CPI, Wagner Rosário passou de testemunha a investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito. Efetivado no cargo pelo então presidente Michel Temer (MDB) em 2018, o ministro foi o primeiro servidor de carreira da CGU a assumir o cargo máximo do órgão fiscalizador. Rosário é graduado em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e mestre em Combate à Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Ele também já atuou como oficial do Exército.