Reforma política entra na pauta do Congresso

    A ideia é votar as mudanças a partir de novembro, conforme calendário discutido entre os presidentes do Senado e da Câmara com os líderes partidários

    Foto Lula Marques/Agência PT

    O fim das coligações partidárias, a cláusula de barreira, a criação da federação de partidos e um novo modelo de financiamento eleitoral são as principais alterações que deverão integrar a pauta de discussão da reforma política que o Congresso Nacional deve votar a partir de novembro, segundo decidiram os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em reunião com os líderes partidários nesta quarta-feira (5).

    Durante o encontro, foi definido o calendário de votação da reforma política. Os parlamentares decidiram votar as mudanças a partir de novembro, de maneira que todos os assuntos possam ser objeto de deliberação até o fim do ano. Se o prazo não for suficiente, o Congresso será convocado para concluir a votação em janeiro.

    Segundo eles, mudanças nos atuais sistemas eleitoral e político serão prioridade do parlamento, conforme compromisso assumido antes das eleições municipais.

    No entendimento de Calheiros, as mudanças são essenciais. “Ou mudamos o sistema eleitoral brasileiro ou vamos para um suicídio coletivo. Muita gente que detém mandato entende que em time que está ganhando não se mexe. Isso não é verdadeiro, pois estamos perdendo. Vamos votar o fim da coligação proporcional em novembro, e a Câmara vai votar algumas matérias da reforma política por projeto de lei. Agora uma Casa tem o compromisso de votar a proposta votada pela outra — explicou Renan.

    O presidente do Senado garantiu que, se necessário, manterá o Congresso em funcionamento no fim do ano até concluir os trabalhos. “É muito importante que tenhamos prazo e esforço coletivo e deixemos claro que vamos fazer a reforma política até o fim do ano, haja o que houver”, afirmou.